sábado, 30 de maio de 2009

Sobre outrora amigos que já não sabemos por onde andam...

e deveríamos saber que sentir saudades de momentos que passaram
não quer dizer que a gente quer voltar e reviver as coisas como foram.
mas que tudo sempre deve ser conduzido para que sejam apenas memórias boas.
...é , deu certo. :)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Na mesma praça, no mesmo banco...

Sabe, ainda odeio cigarro.
Um dia aceitei você, as companhias eram mais importantes.
Seu cheiro não me agradava, mas quem ligava?
Uma inspirada incômoda logo virava uma gargalhada no respiro.
Mas, sabe... tem limites.
Antes fossem só as roupas ao voltar de um bar fechado
Que as duas dores mais fortes que poderiam ficar.
E cada um daqueles lugares agora exala seu gosto
Que sempre entrara pelas narinas e... ressecara a garganta.
Antes fosse só isso... se o gosto não fosse tão amargo.
E não me pergunte como, mas senti-me sufocado na sua fumaça outra vez.
Naquele mesmo banco... mesmo sem você estar lá.

O que mais dói é deixar dois mundos colidirem
e em um viverem dinossauros enquanto no outro vivem humanos.
Dói um ser cinza, outro azul.
Outro ser tão simples, um tão complexo.
Um ser caça, outro caçador. E os papéis se invertem.
Afinal, ninguém quer ser o dinossauro depois que acertarem uma bomba atômica no lugar certo.
Os papéis se invertem... mas algumas coisas nunca mudam.
Os maços acabam, espalham-se pelo chão... mas o sabor fica...
Enfim, que lavem as roupas.

Saudades.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Windy Cold Sunny Morning

Out on a morning gathering
berries in our old tall tree
ours as it used to be
And along the street filled with its leaves
your big love waves you 'bye
...but he's driving away

The wind was blowing memories
And leaves won't settle as far
as your best days have flied.
And by your window you might see
He's setting forth without you
Well, you better run for him.

You'll never reach me gazing at the sun
And we'll never get far tripping over the same roads
While they remind me of you

Out on a harbour, rock and stone
Water breaks them down along the shore.
As it used to hit.
I breathe the breeze, this intense warmth
Is this the windy cold sunny morning I dreamt so long?

You'll never reach me blinded by the sun
And we'll never get far sailing over the thunderstorm
Well they'll bring me back to you

Sweet things, they never made me sing so loud
As big queens stumbling right onto the ground
Right how you've lost your crown

You'll never reach me blinded by the sun
And we'll never get far sailing over the thunderstorm
Well they just bring me back to you
As I'm waving you 'bye

As I'm waving you 'bye.
As I'm waving you
(Goodbye)


Resumindo... nesse exato momento seu egocentrismo pode ter custado mais alguém que você amava. ;)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Wind of Change

Já fui mais sábio.
Já fui mais paciente.
Já tive mais vontade de ajudar quem é desfavorecido.
Já tive mais amigos e mais inimigos.
Já fui o malvado, já fui a vítima.
Já fui de amizades por gosto de música.
Já fui de amizades por ócio comum.
Já fui de amizades por fazê-las.
Já fui o palhaço, já fui o mala.
Já fui mais popular e outrora dos mais introvertidos.
Já fui mais feliz, já fui mais triste.
Já me reinventei dezenas de vezes.
E o mais incrível é que no fim, quando olhamos para trás, estamos no mesmo lugar e somos a mesma coisa.
A diferença é o figurino.

Reinventar-se é o melhor mecanismo de defesa contra a mesmice.
Contra aquilo que poderia valer mais a pena se você fosse levado mais a sério.
Contra tudo o que você tentou ser e não é.

O ruim é ver que, nesse meio tempo, tantos que andavam a seu lado ficaram lá atrás.
Ou também se reinventaram, onde não há espaço para você.
Ou continuaram os mesmos, onde também não há espaço para você.

Alguns irão questionar onde estavam minhas palavras que foram certa vez mais geniais.
Outros se assustarão pela minha ansiedade de hoje.
Outros me perguntarão o que me fez guardar no porquinho-cofre o que eu costumava oferecer no trem.
Outros já nem perceberão minha presença, pois mesmo inimigos o fazem...
Outros esquecerão de mim, pois hoje não escuto o que você ainda ouve.
Outros não entenderão que meu ócio acabou e que não tenho tanto tempo assim para eles.
E que agora tenho a necessidade de encontrar sentido nas coisas.
E por que raios você tem sido tão inexpressivo?

Não sei. Cansei de ser um camaleão.
Sou o que sou e tudo o que restou não vai mudar, o cansaço me venceu.
Boa noite e o último apague a luz, ou você é quem vai pagar a merda da conta.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Crônica de Natal - estrelando Mimosa

Eu fiz esse texto há muito tempo e decidi postar aqui para descontrair um pouco. Não amo as vacas, apenas quis mostrar o quão besta e vazio pode ser dizer um "Feliz Natal" e o quão irracionais podemos parecer diante de um animal tão (digamos) sem-graça, depois de levar a pior contra os mesmos.

Uma Crônica Natalina (By Rafael Wakko, 14/12/05)

Véspera de Natal, um dia como qualquer outro. Era o que Joãozinho pensava quando ele (o dia, e não Joãozinho) começou. Joãozinho seguia seu caminho estrada afora até a cidadezinha próxima, pois na roça onde morava, Mimosa parou de dar leite e sua mãe (a de Joãozinho, e não de Mimosa) mandava-o comprar um canecão de leite com o leiteiro que lá morava (na cidadezinha próxima, e não na roça).

Era pleno sertã
o e começava a nevar. Nevava forte. Joãozinho, com suas havaianas gastas (cacete, isso é caro na Europa! -_-)... começava a ter dificuldades pra se equilibrar em cima daquele chinelo maldito, que de tão gasto não servia mais pra mantê-lo de pé no chão escorregadio. Mas tudo ocorrera bem apesar dos trocentos capotes que levou, e após sua caminhada diária de 10 km, chegou na cidadezinha.

- "Oi, vim buscar leite pra minha mãe. Onde está o leiteiro?" - Joãozinho, perguntou, com sua cara inocente de criança feliz ao atendente da padoca.

Era um menino pobre, explorado pela mãe, mas feliz (Joãzinho e não o atendente da padoca).

- "Foi dar aqueeele trato numa client... - Nisso ele se vira e viu que era uma criança quem perguntava, e emendou: - foi entregar leite em domicílio, já volta. Espere uns minutos, sim?" - Respondeu o atendente, também com um sorriso.

Joãozinho sentou-se no meio-fio e ficou observando os meninos que jogavam futebol e se xingavam com nomes feios que sua mãe nunca pronunciara e Joãozinho desconhecia. Não ficou horrorizado, apenas ficou feliz pelas palavras novas que aprendeu. Foi jogar bola com a molecada.

- "Sou próximo!" - gritou Joãozinho, feliz.

Mas os meninos eram muito do mal, eles olharam feio pra Joãozinho, riram... na verdade gargalharam seco mesmo bem na cara dele e encheram ele de porrada; ainda por cima, atolaram o canecão da mãe dele na cabeça até entalar mesmo. 

E bateram com umas pedras no canecão, pra Joãozinho ouvir o barulho de pedra no alumínio e tomar uns impactos legais na cabeça (tóóóim! tóóóim! tóóóim!)! Quando Joãozinho já estava com dor-de-cabeça, os meninos cansaram e se despediram, dizendo:

- "Feliz Natal, caipira!" - Voa a última pedra e então: tóóóim! na cabeça de Joãozinho.

O garoto estava desolado, e agora com um braço quebrado e joelhos esfolados, mas ele se levantou, puxou com esforço o canecão da cabeça com a mão que lhe sobrou e foi pedir um plástico no açougue com sua cara inocente, para armazenar o leite, pois o canecão furou com tanta pedrada.

- "Acabou o saco plástico, moleque. Pega aqueles ali no lixo..." - O açougueiro dizia apontando pro lixo do outro lado da rua.

Sem escolhas, Joãozinho vai pegar o plástico no lixo, o qual fita com certo nojo. Nisso ainda ouvia o açougueiro de longe dizer: "Feliz Natal!". 

Joãozinho voltou à padoca e viu uma mulher dizendo desesperada que o marido dela tinha chegado "bem na hora", que ficou bravo e deu um tiro em alguém... que ele acabou com uma pilha de leite e derramou no quintal e coisas do gênero. Joãozinho estava assustado, mas esperou a mulher ir embora pra perguntar denovo ao atendente:

- "E o padeiro, ainda demora?"

- "Ele não volta mais filho. Nunca mais! Aquele safadã... aquele pobre cristão!"

- "Como eu levo leite pra casa?"

- "Não leva. Sinto muito, não teremos leite até amanhã. Feliz Natal." - O homem se virou então e começou a atender outro cliente.

Joãozinho começou a voltar pra casa, mas estava com medo pois tinha que levar leite de qualquer jeito pra casa por que senão seu pai ficaria bravo e ia dar uma surra no moleque. Vendo seu desespero, uma velhinha teve dó dele e disse:

- "Toma o que sobrou do meu leite, menino. Você teve um dia cansativo, não? Feliz Natal."

Joãozinho ficou radiante ao perceber que a velha virou o que sobrou do seu leite dentro do saco sujo que o menino carregava. Joãozinho então agradeceu e começou a voltar pra roça. No caminho, Joãozinho percebeu que ao invés do leite parecer cada vez mais pesado, parecia mais leve. Então Joãozinho olhou pra trás e viu uma trilha de leite por onde passou...

- "PORRA, O SACO TAVA FURADO!! CARALHO!!" - Joãozinho dizia, espantado, pois tinha usado uma das palavras feias que os meninos na rua usavam. Mas logo a raiva virou desespero... - "Fudeu, mano, como que eu chego em casa sem leite, puta q pariu, fudeu tudo!". Joãozinho olhou pra neve e pensou... vai ser isso mesmo... tb é branco, qualquer coisa falo pra minha mãe que o leite tava aguado pra caralho. Joãozinho então recolheu um pouco de neve e foi pra casa.

Ao chegar em casa, explicou o que aconteceu com o canecão e retirou feliz o saco de água na mão.

- "Água? Aaahhhh MULEQUE!! vai apanhar pra cacete, seu desastrado!" - Disse o pai do menino, com fúria e pegando seu chinelao de sola grossa (o pai dele não usava havaianas) e acertando o moleque de td que é jeito. Quebrou uma perna do menino. Pronto!! Que Natal mágico, sem uma perna e sem um braço e com dois olhos roxos e com cicatriz de pedra na barriga.

*** *** *** *** ***

Meia-Noite. Dia 25. Joãozinho enfurnado no quarto ouve sua mãe feliz abrir a porta e dizer: "Feliz Natal filho!" Naquele instante, tudo o que passou pela cabeça do garoto foram os acontecimentos do dia, e cada Feliz Natal que já recebera até aquele momento nas últimas 24 horas. Joãozinho soltou uma gargalhada de louco, e começou a falar coisas horríveis:

- HAHAHAHAHA, NATAL É O CACETEEEE, VOU ACERTAR ESSA PEDRA NA TUA BARRIGA, PORRA!! HUAUHAUHA E O PAPAI VAI LEVAR PORRADA A PAULADA, PORRA, E EU VOU FAZER AQUELA VACA DAR LEITE OU VIRA CHURRASCO AMANHÃ. HUAHUAHUAHUA!!

Joãozinho começa a fazer o que prometeu sob o olhar assustado da mãe. Taca uma pedra na cabeça da mãe (headshot), que desmaia... arranca a porta do guarda-roupa e corre até a varanda, onde o pai cochilava na rede e acerta com tudo na cabeça. O pai desmaia. Então corre até a vaca e começa a puxar as tetas dela até ela decidir dar leite. Mas a vaca se enfeza, pula, e acerta umas patadas na cabeça de Joãozinho, que desmaia. Mimosa então, fugiu e foi para o Mundo das Vacas Felizes, onde há vários pastos e vacas felizes pastando e um riozinho pra beber água.

Moral da história... nesse Natal... VACAS OWN YEE ALL!! um Feliz Natal."