segunda-feira, 25 de maio de 2009

Na mesma praça, no mesmo banco...

Sabe, ainda odeio cigarro.
Um dia aceitei você, as companhias eram mais importantes.
Seu cheiro não me agradava, mas quem ligava?
Uma inspirada incômoda logo virava uma gargalhada no respiro.
Mas, sabe... tem limites.
Antes fossem só as roupas ao voltar de um bar fechado
Que as duas dores mais fortes que poderiam ficar.
E cada um daqueles lugares agora exala seu gosto
Que sempre entrara pelas narinas e... ressecara a garganta.
Antes fosse só isso... se o gosto não fosse tão amargo.
E não me pergunte como, mas senti-me sufocado na sua fumaça outra vez.
Naquele mesmo banco... mesmo sem você estar lá.

O que mais dói é deixar dois mundos colidirem
e em um viverem dinossauros enquanto no outro vivem humanos.
Dói um ser cinza, outro azul.
Outro ser tão simples, um tão complexo.
Um ser caça, outro caçador. E os papéis se invertem.
Afinal, ninguém quer ser o dinossauro depois que acertarem uma bomba atômica no lugar certo.
Os papéis se invertem... mas algumas coisas nunca mudam.
Os maços acabam, espalham-se pelo chão... mas o sabor fica...
Enfim, que lavem as roupas.

Saudades.

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